Em um mundo onde os livros competem com tentações como internet, que disponibiliza download para jogos e músicas gratuitamente, jogos de video-game, que são lançados quase diariamente, realidades virtuais cada vez mais acessíveis, as pessoas acabam cada vez menos procurando por bibliotecas e cada vez mais por sites de busca.
A crianças, que antes brincavam na rua de pique pega e casinha de bonecas, hoje ficam em suas casas em frente a telas de LCD, se contentando com a realidade virtual das coisas, sem perceber que a realidade, a que realmente importa, está lá fora para ser vivida.
Sem essas brincadeiras na rua, sem esse contato com outras crianças, elas acabam per
dendo a coisa mais preciosa dessa fase: a inocência. Com isso, acabam sendo tratadas como adultas e tornam-se, prematuramente, adolescentes. Porque a adolescência é mais que uma mera questão de idade, é uma questão de dúvida sobre a pessoa que você é, sobre as coisas que você gosta. É a fase em que se questiona tudo, sua vida, seus amores, o sentido das coisas. E essas questões estão sendo feitas cada vez mais cedo. E quanto mais cedo as crianças se fazem essas perguntas, menos maturidade elas terão para encontrar as respostas.
O que está faltando mesmo, é a segurança para que as crianças brinquem na rua sem correr qualquer perigo. Está faltando livros nas prateleiras, e sobrando jogos de PSP. Está faltando maturidade, e sobrando teim
osia. Está faltando verdade, e sobrando mentira. Está sobrando responsabilidade e faltando INFÂNCIA!